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Terceira distinção do ano para Luís Cardoso

O compositor Luís Cardoso voltou a ver o seu trabalho reconhecido, com desta vez com uma Menção Honrosa no Prémio de Composição “2.ª Escola de Évora”, promovido pela Eborae Mvsica.


A distinção foi atribuída à obra “Libera me”, composta para coro a seis vozes, e representa o terceiro reconhecimento de Luís Cardoso na área da composição ao longo de 2026.
O novo prémio junta-se ao 1.º prémio no SEM 2026, em Itália, que recebeu destaque em Soberania do Povo na edição de 1 de julho, e à menção honrosa no Manufaktur der Künste, em Viena, Áustria, consolidando um ano particularmente marcado pelo reconhecimento do trabalho do compositor, professor e maestro de Fermentelos.
A entrega do certificado da distinção decorrerá no próximo dia 1 de dezembro, em Évora, durante um concerto na Igreja dos Remédios, promovido pela Eborae Mvsica.
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Moradores denunciam “atentado à saúde pública” junto à USF

Há mais de um ano que os residentes e utilizadores da Unidade de Saúde Familiar (USF) de Aguada de Cima convivem com um cenário repetido de insalubridade, lixo acumulado no chão e forte falta de higiene.


A situação, classificada pelos moradores como um "verdadeiro atentado à saúde pública", agravou-se consideravelmente após a retirada dos contentores de resíduos que se encontravam na Rua D. Ximenes Belo. 
Segundo relatos da população local, desde a remoção das estruturas que o depósito de lixo fora dos locais devidos passou a ser uma constante. O cenário de resíduos espalhados pelo pavimento repete-se com uma regularidade preocupante, gerando maus odores e um ambiente propício à proliferação de pragas, precisamente nas imediações de um espaço que devia primar pela máxima higiene e segurança sanitária: um posto de cuidados de saúde....

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DROP 2026: criativo e descontraído

O Parque do Almear, em Travassô, acolheu, nos dias 4, 5 e 6 de setembro, a segunda edição do DROP – Laboratório de Criação e Experimentação Sonora, que voltou a levar a arte para junto do rio, transformando a paisagem num espaço de descoberta, experimentação e criação.


Ao longo dos três dias, entre o forte calor e a chuva intensa, o parque assumiu-se como um laboratório artístico ao ar livre, onde o público foi convidado a deixar o papel tradicional de espectador para explorar, experimentar, tocar, ouvir e participar, aproximando-se do próprio processo criativo.
Mais do que um festival de música convencional, o DROP cruzou concertos, performances, instalações sonoras e oficinas com a natureza, a sustentabilidade e a criação coletiva. Instrumentos acústicos e materiais reutilizados voltaram a estar no centro da proposta.
As famílias com crianças tiveram também um espaço próprio, com a leitura de contos patrocinados pela Biblioteca Municipal Manuel Alegre.....

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Final do The Voice Gerações à distância de uma prestação do Cantate Iubilo

Quatro cadeiras viradas e a escolha de Mariza Liz marcaram a participação do Cantate Iubilo no programa televisivo. O grupo de Barrô levou ao palco do The Voice Gerações mais de duas décadas de percurso musical. Domingo, atua para aceder à final.


Foi em maio de 2026 que o Cantate Iubilo decidiu enfrentar um desafio diferente daquele a que estava habituado: participar no casting do The Voice Gerações. Ao palco do programa, os coralistas levaram as suas vozes e também uma história construída desde 2003.
A participação permitiu ao grupo apresentar o trabalho desenvolvido ao longo de mais de duas décadas perante um público muito mais vasto. O momento decisivo chegou quando, durante a primeira atuação, as quatro cadeiras dos mentores se viraram...

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Sociedade
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Caso Fujacos: Petição com 400 assinaturas exige revisão rodoviária

A Assembleia Municipal de Águeda, reunida em sessão ordinária na sexta-feira, ficou marcada pela discussão de reclamações rodoviárias, investimentos escolares e planos de expansão económica para o concelho


Uma petição com mais de 400 subscritores deu entrada na mesa, exigindo a reposição do acesso direto de Fujacos a Águeda, suprimido após obras que passaram a impor um desvio de 1,5 quilómetros. Na estrada, recentemente intervencionada no âmbito da ligação do Parque Empresarial do Casarão ao IC2, em Recardães, foram colocadas divisórias das faixas de rodagem, obrigando a entradas e saídas de veículos em mão.
Os moradores apontaram prejuízos logísticos, problemas de segurança junto ao supermercado Mercante e queixas na variante de Recardães. Em resposta, o presidente da Câmara, Jorge Almeida, justificou a medida com critérios estritos de segurança rodoviária devido ao futuro aumento do tráfego pesado. Todavia, revelou que o executivo estuda uma nova ligação direta à rotunda do Mercante a partir do centro de Fujacos.

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CERCIAG em Movimento com recorde de participantes

A 24.ª edição do evento "CERCIAG EM MOVIMENTO", realizada no passado dia 18 de setembro, registou um novo máximo de adesão, reunindo mais de 1600 participantes no Largo 1.º de Maio.


A iniciativa foi organizada pela CERCIAG, contou com o apoio do Município de Águeda e teve a parceria da empresa Margens. 
O programa do encontro integrou mais de 50 atividades distribuídas por áreas como o desporto adaptado, cultura, ambiente, saúde e experiências náuticas no rio Águeda. A operacionalização logística e pedagógica das ações envolveu o trabalho direto de 125 dinamizadores, com comitivas oriundas de escolas, instituições congéneres e organizações de diversos pontos do país...

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Faleceu o 'Soberano' Filipe Caseiro Alves

Faleceu no sábado, aos 67 anos, após doença prolongada, Filipe Caseiro Alves, médico e professor catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, que se destacou ao longo de décadas pelo seu percurso na medicina, particularmente na área da radiologia.


Reconhecido pelo seu conhecimento, competência e dedicação à profissão, Filipe Caseiro Alves deixou uma marca relevante no ensino e na prática clínica, bem como na investigação e na afirmação da radiologia portuguesa no contexto internacional. Era casado com a advogada aguedense Eduarda Vicetro.

Em 2018, recebeu a Medalha de Ouro da Sociedade Europeia de Radiologia Gastrointestinal e Abdominal, distinção atribuída durante o Congresso Europeu de Radiologia, realizado em Viena, na Áustria, em reconhecimento pelos seus esforços e contributos para a sociedade científica.
Nesse mesmo ano, foi também distinguido como Sócio Honorário da Sociedade Espanhola de Radiologia Médica, na sequência de vários anos de colaboração entre a radiologia portuguesa e a sua congénere espanhola, nomeadamente no aprofundamento da educação médica e da investigação na área.
Ainda em 2018, Filipe Caseiro Alves foi distinguido por Soberania do Povo, recebendo o galardão “Os Soberanos”. Nesse mesmo ano, foram igualmente distingui a magistrada Joana Marques Vidal e a Banda Marcial de Fermentelos...

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Alentejanos d’Águeda: o cante que nasceu entre aulas e esplanadas

Quando se juntaram para cantar, não eram necessariamente amigos. Alguns nem se conheciam. Hoje dizem que a amizade e a união são uma das principais marcas do grupo. Foi uma das consequências inesperadas de um projeto que começou entre alunos da Escola Secundária Marques de Castilho, nos intervalos das aulas e nas esplanadas da Eugénio Ribeiro, e que acabou por levar os Alentejanos d’Águeda aos palcos para cantar Cante Alentejano, Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO desde 27 de novembro de 2014.


Os Alentejanos d’Águeda nasceram da junção de dois grupos de amigos. De um lado, havia quem cantasse no balneário no final das aulas de Educação Física, enquanto outros elementos tinham começado a mostrar o gosto pelo canto através de apresentações na turma. O encontro aconteceu no sarau de final de ano da Escola Secundária Marques de Castilho, no palco do Centro de Artes de Águeda. Gostaram do resultado e decidiram levar a ideia mais a sério.
“Se não fosse este projeto, nós não tínhamos a amizade e a união que temos hoje em dia”, dizem, em plena biblioteca e museu de Soberania do Povo - que guarda 148 anos da nossa história coletiva. Para eles, o grupo acabou por trazer para as suas vidas pessoas com quem passaram a partilhar não apenas a música, mas também ensaios, atuações, brincadeiras e decisões.

A música tornou-se, assim, o ponto de encontro de jovens com diferentes relações anteriores com a área musical. Alguns já estavam ligados a bandas filarmónicas de Águeda e tocavam instrumentos; outros admitem que não tinham uma noção tão grande de música. Com o tempo, começaram a experimentar, a criar arranjos e a procurar uma forma própria de interpretar os temas que escolheram.
A escolha do Cante Alentejano é, por si só, pouco habitual num grupo de jovens de Águeda....

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O homem que fez da Ponte de Vouga uma causa
Luís Seabra Lopes, que há anos acompanha a situação da Ponte Velha de Vouga e é o rosto principal na defesa da sua reabilitação, confia que a classificação como Monumento de Interesse Público está praticamente validada, mas alerta para a urgência de preservar o que resta

SP - Em que ponto está hoje, concretamente, o processo de classificação da Ponte Velha de Vouga? O que falta para que deixe de estar “em vias de classificação” e passe efetivamente a estar classificada?
LSL – O processo já percorreu várias etapas que culminaram no despacho de concordância do presidente do Património Cultural I.P. com a classificação como Monumento de Interesse Público. Isto já em junho de 2025. Esta informação é pública. Além disto, segundo informação que me foi prestada, o órgão consultivo do Património Cultural I.P. terá também validado a classificação na reunião de outubro de 2025. A partir daqui, este processo, como outros, tem estado parado por razões que não sei ao certo quais são, mas que terão que ver com a necessidade de dar resposta a solicitações ainda mais urgentes: tudo o que tem que ver com o PRR e com os estragos provocados pelas tempestades de janeiro/fevereiro de 2026.

SP - Considera que, desta vez, há razões para acreditar que a classificação vai mesmo acontecer?
LSL – Eu estou absolutamente convencido de que a classificação vai acontecer. No entanto, se o processo se arrastar, e se continuarmos a ter cheias como as deste ano, pode acontecer que, de repente, deixamos de ter uma ponte de quinze arcos com apenas dois arcos destruídos, e passamos a ter uma ponte com um grau de destruição muito maior. Nesse cenário, a classificação poderá já não se justificar.

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Um encontro marcado com o Sol e a Lua

Por Álvaro Folhas
Doutor em Ciências da Educação e
Investigador no Centro de Investigação da Terra e do Espaço da Universidade de Coimbra
Coordenador para Portugal do Office of Astronomy for Education - IAU


No próximo dia 12 de agosto de 2026, os céus de Portugal serão palco de um dos fenómenos astronómicos mais fascinantes que podemos observar: um eclipse solar. Durante cerca de duas horas, a Lua irá passar entre a Terra e o Sol, ocultando progressivamente o disco solar e oferecendo um espetáculo raro que poderá ser acompanhado por milhões de pessoas em toda a Península Ibérica.
Em Águeda, o eclipse terá início cerca das 18h36, atingirá o seu máximo pelas 19h32 e terminará aproximadamente às 20h26. No momento de maior ocultação, a Lua esconderá cerca de 98% do disco solar, fazendo com que o Sol adquira a forma de uma fina crescente luminosa.
Como o fenómeno decorrerá ao final da tarde, será importante escolher um local com boa visibilidade para o horizonte oeste, sem edifícios, árvores ou colinas que impeçam a observação do Sol à medida que este se aproxima do ocaso.

Porque acontece um eclipse solar?
Embora o Sol tenha um diâmetro cerca de 400 vezes superior ao da Lua, encontra-se também aproximadamente 400 vezes mais distante da Terra. Esta extraordinária coincidência faz com que ambos aparentem ter praticamente o mesmo tamanho quando os observamos no céu.
Quando a Lua passa exatamente entre a Terra e o Sol, os três astros ficam praticamente alinhados. Nessa situação, a Lua oculta parcial ou totalmente o disco solar, originando um eclipse.
É um fenómeno simples de compreender, mas extraordinariamente belo de observar. Durante alguns minutos assistimos, literalmente, ao movimento da Lua à frente do Sol, percebendo que vivemos num sistema em permanente movimento.

Porque não há eclipses todos os meses?
Todos os meses ocorre uma Lua Nova, fase em que a Lua se encontra entre a Terra e o Sol. No entanto, a órbita da Lua está inclinada cerca de cinco graus relativamente ao plano da órbita terrestre em torno do Sol. Assim, na maioria das Luas Novas, a Lua passa ligeiramente acima ou abaixo do Sol, sem o ocultar.
Apenas quando o alinhamento acontece muito próximo dos pontos onde as duas órbitas se cruzam ocorre um eclipse solar.

O que será visível em Portugal?
O eclipse de 12 de agosto será particularmente interessante porque Portugal ficará muito próximo da faixa onde a Lua ocultará completamente o Sol.
No nordeste do país, numa estreita faixa do território, será possível observar um eclipse total, durante um curto intervalo de tempo. Nas restantes regiões, incluindo Águeda, observar-se-á um eclipse parcial, embora muito profundo, com uma ocultação de cerca de 98% do disco solar.
Mesmo quando apenas uma pequena parte do Sol permanece visível, a sua luz continua suficientemente intensa para provocar lesões graves e irreversíveis na visão. Por esse motivo, nunca se deve olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada.

Como observar em segurança?
A observação de um eclipse solar exige alguns cuidados simples, mas fundamentais.
Devem ser utilizados exclusivamente óculos certificados para observação solar, que cumpram a norma internacional ISO 12312-2, ou equipamentos astronómicos equipados com filtros solares próprios colocados à frente da objetiva. Nunca devem ser utilizados óculos de sol, radiografias, películas fotográficas, vidros fumados, CDs, DVDs ou quaisquer outros materiais improvisados. Apesar de reduzirem a luminosidade visível, não bloqueiam adequadamente toda a radiação emitida pelo Sol e podem transmitir uma falsa sensação de segurança.
Quem possuir binóculos ou telescópios deve igualmente garantir que estes dispõem de filtros solares apropriados. A observação através destes instrumentos sem proteção adequada pode causar danos oculares praticamente instantâneos.
Uma alternativa segura e muito interessante consiste em recorrer à projeção da imagem solar, utilizando um pequeno orifício num cartão ou uma caixa escura, permitindo acompanhar toda a evolução do eclipse sem olhar diretamente para o Sol.

O que poderá notar durante o eclipse?
À medida que a Lua vai ocultando o Sol, a paisagem sofre alterações subtis.
A luminosidade torna-se progressivamente mais suave e as sombras ficam surpreendentemente nítidas. Sob árvores frondosas, os pequenos espaços entre as folhas transformam-se em centenas de pequenas câmaras escuras naturais, projetando no solo inúmeras imagens do Sol parcialmente eclipsado.
Poderá ainda sentir uma ligeira diminuição da temperatura e notar alterações no comportamento de algumas aves e insetos, que reagem à redução temporária da luz solar.
Estes efeitos tornam a observação particularmente interessante, mesmo para quem não dispõe de qualquer equipamento astronómico.

Uma oportunidade para toda a família
Um eclipse solar é um fenómeno que pode ser apreciado por pessoas de todas as idades. Não exige conhecimentos especializados, apenas curiosidade, alguma preparação e o cumprimento rigoroso das regras de segurança. Para além do dia escurecer durante o eclipse, verificar-se-á também uma acentuada queda de temperatura e eventualmente alguma agitação das aves, o que torna ainda a experiência mais significativa e inesquecível.
É também uma excelente oportunidade para conversar em família sobre o funcionamento do Sistema Solar, compreender melhor os movimentos da Terra e da Lua e recordar que muitos dos fenómenos que hoje explicamos com enorme precisão foram, durante séculos, motivo de admiração, receio e inúmeras lendas.

Um espetáculo previsto pela ciência
Hoje sabemos prever eclipses com uma precisão de poucos segundos, graças ao conhecimento acumulado sobre os movimentos dos corpos celestes. No entanto, essa precisão não lhes retira beleza. Pelo contrário: torna ainda mais fascinante saber que um alinhamento entre o Sol, a Lua e a Terra, iniciado há milhares de milhões de anos, continuará a repetir-se muito para além da nossa existência.
No final da tarde de 12 de agosto, olhe para o céu… mas faça-o em segurança. Se o tempo colaborar, terá oportunidade de assistir a um dos mais belos espetáculos que a Natureza oferece e de observar, com os seus próprios olhos, a extraordinária harmonia dos movimentos do nosso Sistema Solar.

Requalificação entre a GNR e o IC2 com investimento superior a 3,5 milhões

O projeto de execução para a requalificação de um troço da antiga EN1, entre os quilómetros 222+180 e 223+450 (na Alagoa), representa um investimento superior a 3,5 milhões de euros.


A intervenção que a Câmara Municipal de Águeda pretende realizar, e que tem o projeto de execução já aprovado em sede do executivo municipal, pretende “melhorar a segurança rodoviária, reforçar a mobilidade sustentável e valorizar o espaço público urbano”.

A obra integra a estruturação do corredor urbano de atravessamento EN1, contando com 1,07 milhões de euros de financiamento comunitário. A candidatura foi submetida ao abrigo da mobilidade pedonal e ciclável, no eixo dedicado às intervenções da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA).
O projeto prevê um investimento de 3.521.972,73 euros, acrescido de IVA, e terá um prazo de execução de 365 dias, após o início da empreitada.


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Educação
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Marques de Castilho prepara “luta difícil” contra uso dos telemóveis no 3.º ciclo

O Agrupamento de Escolas de Águeda Sul, que tem como sede a Secundária Marques de Castilho e se estende a Aguada de Cima e Fermentelos, inicia o ano letivo com 111 turmas, exatamente o mesmo número do ano anterior, e com todos os professores colocados.


A principal novidade no arranque do ano prende-se com a aplicação da proibição do uso de telemóveis no 3.º ciclo do ensino básico, uma medida que o diretor, Francisco Vitorino, considera necessária mas de aplicação complexa.
A restrição ao uso dos dispositivos móveis é encarada como uma ajuda à escola numa matéria que já estava a ser trabalhada internamente. “Tínhamos decidido proibir também para o 3.º ciclo, mas a recente aprovação da medida pelo Governo veio ajudar-nos um pouco nessa tarefa absolutamente necessária”, afirmou Francisco Vitorino, contactado por Soberania do Povo.

O diretor admite, contudo, que a aplicação da medida será uma “luta difícil”, sobretudo pelos hábitos já adquiridos pelos alunos e pelas próprias famílias...

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ESAP inicia ano letivo com 1079 alunos e reforça oferta formativa

A Escola Secundária Adolfo Portela (ESAP) inicia o ano letivo 2026/2027 com 1079 alunos matriculados entre o 7.º e o 12.º anos de escolaridade, um aumento face ao ano anterior que o diretor, Mário Correia, associa também à diversificação da oferta formativa.


A escola passa a disponibilizar, entre outras opções, o curso de Artes Visuais, nos Cursos Científico-Humanísticos, e os cursos profissionais de Técnico de Eletrónica e Automação e de Técnico de Desenvolvimento de Software, já enquadrados no novo Catálogo Nacional de Qualificações (CNQ).
O crescimento do número de alunos acompanha uma aposta no alargamento das opções formativas. “Não será alheio a este facto a diversificação da oferta formativa”, afirma Mário Correia, diretor da ESAP, ouvido por Soberania do Povo.
No corpo docente, a escola conta com 115 professores, mantendo-se, segundo o diretor, um quadro marcado pela estabilidade. Cerca de 20 docentes estão pela primeira vez na escola, enquanto outros regressam depois de já terem passado pela ESAP.
“Podemos falar em estabilidade deste grupo especializado, altamente motivado e orientado para o crescimento, felicidade, sucesso e formação integral dos alunos”, considerou Mário Correia, acrescentando que se mantém a maioria do corpo docente...

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Educação põe IA e inclusão no centro do debate

O Centro de Artes de Águeda esteve lotado nos dias 9 e 10 para um debate que juntou centenas de profissionais, famílias e outros elementos da comunidade educativa em torno dos desafios que estão a transformar a Educação.


Promovido pelo Município, o Encontro Municipal de Educação 2026 trouxe a Águeda Nuno Lobo Antunes, Eduardo Sá, António Sampaio da Nóvoa, Marcelo Cruz, Rita Bonança, Bruno Leite e Ana Maria Soromenho, num programa conduzido por João Paulo Sousa, que gravou também um episódio do podcast “Reunião de Pais”.
Neurodesenvolvimento, diferentes formas de aprendizagem, inteligência artificial, inovação pedagógica, felicidade, inclusão e aprendizagem fora da sala de aula estiveram entre os temas abordados, num encontro que procurou cruzar conhecimento científico com os desafios concretos das escolas....

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Agrupamento de Escolas de Valongo do Vouga inicia ano letivo com aposta numa escola "responsável, justa e inclusiva"

O Agrupamento de Escolas de Valongo do Vouga (AEVV) inicia o ano letivo 2026-2027 sob o lema “Uma escola responsável, justa e inclusiva: Aqui és feliz”, com 1113 alunos, dos quais 184 são de nacionalidade estrangeira, de 20 nacionalidades.


O agrupamento integra três escolas: a Escola Básica de Valongo do Vouga, do pré-escolar ao 3.º Ciclo do Ensino Básico (CEB), e as Escolas Básicas de Macinhata de Vouga e da Trofa, com pré-escolar e 1.º CEB. A comunidade educativa é constituída por 192 crianças do pré-escolar, 450 alunos do 1.º CEB, 222 do 2.º CEB e 250 do 3.º CEB.
“Queremos uma escola onde todos tenham lugar, onde as diferenças sejam valorizadas e onde cada aluno encontre oportunidades para desenvolver as suas capacidades, interesses e projetos”, afirma Teresa Olaio, diretora do AEVV.
A oferta educativa inclui Atividades de Animação e Apoio à Família (AAAF), no pré-escolar, e Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC), no 1.º CEB. Na escola sede existem ainda clubes, projetos, apoios e as Salas + e ++, destinadas a responder à diversidade de necessidades e ritmos de aprendizagem.
A inclusão continua a ser uma prioridade, com respostas específicas para alunos oriundos dos PALOP e para alunos de Português Língua Não Materna (PLNM). “A diversidade é uma riqueza e não uma barreira”, sublinha Teresa Olaio...

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ProMentI entre os 10 finalistas do Prémio Sonae Educação

O Agrupamento de Escolas de Águeda é um dos dez finalistas da categoria Escola Pública do Prémio Sonae Educação, com o projeto ProMentI – Programa de Mentorias Interpares, selecionado entre cerca de 350 candidaturas de todo o país.


O projeto foi apresentado no Pitch Day, realizado a 15 de julho, na Maia, pela aluna Lara Arede, mentora do programa, e pela psicóloga Rosália Coelho. Durante cinco minutos, deram a conhecer o modelo de mentoria entre alunos, implementado desde o ano letivo 2020/2021, que promove a aprendizagem colaborativa, a autonomia, as competências sociais e uma participação mais ativa dos estudantes na vida escolar.
No último ano letivo, o ProMentI envolveu 251 alunos, organizados em 138 díades de mentoria, abrangendo cerca de 60% dos estudantes do 2.º ciclo. Segundo o Agrupamento, a monitorização do projeto tem demonstrado benefícios nas aprendizagens, na motivação, na organização do estudo e nas relações interpessoais.

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Projeto da ESAP apurado para final nacional de concurso escolar

A Escola Secundária Adolfo Portela (ESAP) garantiu presença na final nacional do programa Apps for Good, depois da participação na final regional Norte, realizada na Universidade da Maia.


A escola esteve representada com dois projetos desenvolvidos por alunos do curso profissional da área de programação. João Fernandes apresentou o projeto GoAble, uma aplicação destinada a apoiar pessoas com mobilidade reduzida na identificação de estabelecimentos acessíveis, através de um mapa interativo, navegação integrada e avaliações da comunidade.

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Prémios escolares aos melhores alunos
O presidente da Câmara, Jorge Almeida, destacou a importância de valorizar publicamente os alunos distinguidos, afirmando que “não devemos ter qualquer tipo de complexo de premiarmos e realçarmos os melhores”. Sublinhou, contudo, que o percurso individual depende do contributo de várias pessoas: “Nenhum de nós é grande coisa sozinho. Nós, afinal de contas, mesmo o melhor aluno, mesmo o melhor profissional, mesmo o melhor tudo, está inserido num ecossistema que o rodeia”.
A vereadora da Educação, Marlene Gaio, afirmou que a cerimónia procurou valorizar “um dos maiores patrimónios de um concelho, §que são os seus jovens”, explicando que os prémios tiveram em conta, além das classificações, “competências sociais, designadamente comportamentos exemplares e ações meritórias praticadas na escola e em favor da comunidade”. “Formar bons alunos é importante, mas formar bons cidadãos é ainda mais importante”, referiu.
O presidente da Assembleia Municipal, Filipe Almeida, destacou o significado destes momentos no percurso dos jovens e das famílias. “A vida resume-se àquilo que nós vamos deixar, à nossa marca da vida. E é essa que um dia vai falar de vós”, afirmou, defendendo a continuidade da iniciativa promovida pelo município.

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Desporto
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Gabriel Varela: campeão nacional, mas primeiro homem e estudante

Há dois anos, Gabriel Varela queria apenas andar de bicicleta. Recusava competir. Hoje é campeão nacional de estrada em cadetes, venceu o Grande Prémio Alves Barbosa e prepara-se para subir a juniores num novo clube. A velocidade da ascensão impressiona. Mas, em casa, há uma preocupação maior do que ganhar: saber gerir o sucesso, continuar a estudar e perceber que uma camisola de campeão distingue um corredor mas também o obriga a ser exemplo


Depois de experiências no futebol como guarda-redes, e de não se mostrar atraído para seguir as pisadas do pai Sérgio na canoagem, a bicicleta surgiu como uma forma de andar, de se divertir, de sair de casa na vida de Gabriel. A competição estava longe das suas preocupações. A dúvida pôs-se entre BTT e estrada, acabou por preferir esta.
Hoje, prestes a completar 16 anos, o aguedense é campeão nacional de estrada em cadetes, veste a camisola que o distingue em todas as corridas e acaba de vencer o Grande Prémio Alves Barbosa ao serviço do Cantanhede Cycling/VESAM.

RÁPIDA TRANSFORMAÇÃO
A transformação aconteceu depressa, talvez depressa demais para quem a viveu por dentro. “Eu quando comecei mesmo a andar de bicicleta nem pensava sequer em fazer ciclismo em si, pensava em andar a umas voltas para me divertir”, recorda Gabriel.
A vontade de competir apareceu depois. “Quando comecei a entrar mais no meio, comecei a treinar mais e este ano comecei a acreditar mais em mim mesmo e que podia conseguir fazer alguma coisa”.
O que aconteceu entretanto é uma das histórias mais interessantes desta evolução. No primeiro ano, Gabriel ainda era um corredor que muitas vezes ficava para trás e nem sempre conseguia terminar as provas. Um ano depois, começou a andar na frente. Acabou campeão nacional.
Sérgio Varela, o pai, acompanha essa transformação com o orgulho natural de quem vê um filho crescer, mas também com a surpresa de quem nunca antecipou que tudo pudesse acontecer tão depressa.
“Nós não estávamos de todo à espera”, admite. “O Gabriel surge no ciclismo mais até de uma forma lúdica e para praticar o desporto, mas o ciclismo entrou na vida dele de uma forma muito agradável e foi-se empenhando e ganhando um gosto grande pela modalidade”.
A memória que guarda do filho há apenas um ano é muito diferente da realidade atual. “O ano passado o Gabriel andava no fundo do pelotão, às vezes não conseguia acabar as corridas porque ficava cortado, e este ano, com orgulho, assistimos à ascensão que conseguiu fazer”...


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Gabriel Varela conquista o GP Alves Barbosa com triunfo decisivo na sua terra

O aguedense Gabriel Varela (Cantanhede Cycling / VESAM) conquistou no domingo a 26.ª edição do Grande Prémio Alves Barbosa, depois de ter protagonizado, no sábado, o momento decisivo da prova, ao vencer isolado a segunda etapa, com chegada a Águeda.


O triunfo perante o público da sua terra permitiu ao campeão nacional de cadetes assumir a camisola amarela, liderança que confirmou na derradeira etapa, em Montemor-o-Velho, depois de uma etapa inicial, na sexta-feira - um contrarrelógio por equipas -, em que ficou alguns segundos atrás de ponteciais candidatos ao triunfo final.
Gabriel Varela conseguiu assim dois grandes objetivos: vencer uma prova prestigiada do calendário nacional de cadetes e celebrar com uma vitória na sua terra o título de campeão nacional, um feito inédito de um aguedense.
Nunca será de mais sublinhar a coincidência do triunfo de um aguedense campeão nacional na prova que homenageia Alves Barbosa. O ex-ciclista, titulado e vencedor da Volta a Portugal, residiu a centenas de metros da casa de Gabriel Varela nos anos em que exercia funções profissionais em Águeda.

A segunda etapa, entre Montemor-o-Velho e Águeda, numa distância de 83,5 quilómetros, acabou por marcar a corrida. À partida, a camisola amarela pertencia a Simão Ribeiro (Alenquer-G.D.M.-Anipura), depois de a formação de Alenquer ter vencido o contrarrelógio por equipas....

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“Não queremos ganhar hoje nem ser os maiores da nossa ‘aldeia’”

A Associação Atlética de Águeda nasce com a ambição de relançar e fazer crescer o andebol masculino no concelho, apostando numa formação sustentada e num projeto com identidade própria. Depois da saída do GICA, o novo clube parte para a primeira época com cerca de 50 atletas na formação e 18 seniores, contando com o apoio das entidades locais e da comunidade. Em entrevista, o presidente da direção, Diogo Coelho (DC) - ex-atleta, com um percurso que chegou ao principal escalão nacional - explica as razões que estiveram na origem do novo projeto, os objetivos para a época de estreia e a visão para devolver ao andebol de Águeda uma presença forte e duradoura.


SP - Que razões levaram à criação da Associação Atlética de Águeda e à saída do GICA?
DC - A criação da Associação Atlética de Águeda resulta da vontade de criar um projeto dedicado ao crescimento do andebol masculino no concelho. Não estávamos alinhados com algumas opções e com a política de gestão da direção do clube anterior e entendemos que, estando inseridos num clube com várias modalidades, o andebol dificilmente teria as condições para crescer e desenvolver todo o seu potencial.


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Dérbis bairradinos de regresso e forte presença aguedense

O Campeonato SABSEG, principal competição da Associação de Futebol de Aveiro, arranca no próximo fim de semana com um novo desenho competitivo e vários motivos de interesse. A desistência do Pampilhosa, já em pleno período de preparação da nova época, abriu espaço à entrada do Valonguense, enquanto o Anadia regressa à competição e engrossa o lote de emblemas históricos agora no futebol distrital.


No que diz respeito à representação do concelho de Águeda, a presença volta a ser significativa. São quatro os clubes aguedenses em prova, fazendo do município o segundo do distrito com maior número de representantes, apenas atrás de Santa Maria da Feira, que conta com cinco equipas.
Entre os candidatos ao título, o Anadia surge naturalmente num dos lugares cimeiros, apesar da profunda remodelação do plantel operada para esta temporada. O histórico emblema bairradino terá como principais concorrentes, à partida, o Paços de Brandão e o Espinho. A formação de Paços de Brandão optou por reforçar cirurgicamente o grupo que terminou na segunda posição na época passada, enquanto o Espinho, ainda à procura de uma solução definitiva para a utilização de um campo, apresenta também um novo investimento numa equipa que pretenderá mais competitiva.
Numa segunda linha de candidatos poderá surgir o Estarreja, mas também o Recreio de Águeda. Os dois emblemas apostam na continuidade dos respetivos projetos, embora tenham reforçado as suas estruturas e partam para a nova época com legítimas ambições.


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Uma Volta a Portugal entre a afirmação e a encruzilhada

Há edições da Volta a Portugal que se medem pela classificação final. Outras deixam questões que permanecem depois de o último ciclista cruzar a meta. A edição de 2026 pertence claramente a este segundo grupo.


Para Águeda, a Volta teve uma dimensão particularmente feliz. A cidade recebeu o contrarrelógio individual, numa etapa de 17,4 quilómetros entre Sangalhos e Águeda, e viu triunfar uma equipa cuja história recente está cada vez mais ligada ao concelho. O vencedor da etapa foi Julius Johansen, da UAE Team Emirates-XRG, mas a camisola amarela continuou nos ombros de Alexis Guérin, que acabaria por confirmar no Porto a vitória na 87.ª edição.
É difícil, por isso, separar a vitória da Anicolor/Campicarn da história da estrutura que hoje tem em Águeda a sua casa. A estrutura liderada há três décadas por Carlos Pereira começou o seu percurso em Gondomar, então ligada à Barbot, passou depois por Gaia e Ovar - com o naming Efapel - e encontrou em Águeda (2021), com a influência decisiva de Fernando Sampaio, da Anicolor, o contexto para transformar promessas em resultados.

Os números são eloquentes. Desde que a estrutura se instalou no concelho - sempre sob comando de Ruben Pereira como diretor desportivo -, ganhou quatro das últimas seis edições da Volta a Portugal: o uruguaio Maurício Moreira, em 2022, depois de ter sido segundo no ano anterior; o russo Artem Nych, em 2024 e 2025; e agora o francês Alexis Guérin. É uma sequência que já não pode ser explicada pelo acaso, nem apenas pela disponibilidade de melhores recursos. Há uma cultura competitiva que se consolidou e uma estrutura que aprendeu a ganhar....

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“Queremos afirmar o GiCA como um clube de referência na formação”

O presidente do Ginásio Clube de Águeda (GICA), Hélder Rocha (HR), faz um balanço positivo da época 2025/26, destaca o crescimento do clube nas várias modalidades e traça como prioridade para a nova temporada a consolidação do projeto formativo. Na entrevista, aborda ainda as razões que levaram à saída da secção de andebol, defende a estabilidade financeira da instituição e aponta a sustentabilidade organizativa como um dos principais desafios para o futuro


SP - Fazendo um balanço da época que terminou, que avaliação faz da atividade do GICA?
HR – Tendo em conta a filosofia do GiCA, que assenta numa perspetiva de clube de formação, considero que, no essencial, os objetivos foram cumpridos em todas as áreas.
SP - Quais considera terem sido as principais conquistas e os maiores desafios enfrentados pelo clube?
HR - Apesar de alguns contratempos iniciais na composição das equipas técnicas, a colaboração e a entreajuda de todos permitiram ultrapassar esses obstáculos. Proporcionar atividade desportiva aos nossos jovens e contar com mais de duas centenas de atletas continua a ser o nosso principal propósito, acarinhar o seu crescimento nos bons e maus momentos, é a nossa maior conquista.
SP - O que mais valoriza?
HR - É muito gratificante ver atletas a partir dos 4 anos nas nossas modalidades. No basquetebol, estivemos presentes em praticamente todos os escalões, incluindo os seniores femininos. Ao longo da época, nos escalões de formação — dos sub-12 aos sub-18 — realizámos mais de 200 jogos e participámos em 36 encontros de minibasquetebol, 14 dos quais no Multiusos do GiCA. No andebol, contámos com seis escalões, de manitas a sub-16 e seniores, realizámos 83 jogos e participámos em oito encontros de manitas, dois deles no Multiusos do GiCA. O karaté, que continua a crescer, reúne já um número significativo de atletas, também a partir dos 4 anos.

Leia a entrevista completa na edição n.º 9440 de Soberania do Povo, impressa ou digital

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Campeões do RDA assinalaram 10 anos da época do triplete

Membros da equipa do Recreio de Águeda da época 2015/2016 reuniram-se num convívio para assinalar o 10.º aniversário da temporada em que o clube conquistou o Campeonato SABSEG, garantindo a subida direta ao Campeonato de Portugal, a Taça do Distrito e a Supertaça Distrital.


O encontro evocou uma das épocas mais marcantes da história recente do clube, que culminou um ciclo de três temporadas particularmente bem-sucedidas. Entre 2014 e 2016, o RD Águeda conquistou seis troféus, afirmando-se como uma das equipas dominantes do futebol aveirense nesse período.
Em 2015/16, o RD Águeda venceu 32 dos 43 jogos oficiais disputados em quatro competições: 2 para a Taça de Portugal (vitória 4-0 com Trancoso e derrota 0-2 com Ac. Viseu), 34 para o Campeonato SABSEG (com 81 golos marcados e 23 sofridos), 6 para a Taça do Distrito (tri vencedor consecutivo da competição) e 1 para a Supertaça (bi vencedor).
Cultura
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Terceira distinção do ano para Luís Cardoso

O compositor Luís Cardoso voltou a ver o seu trabalho reconhecido, com desta vez com uma Menção Honrosa no Prémio de Composição “2.ª Escola de Évora”, promovido pela Eborae Mvsica.


A distinção foi atribuída à obra “Libera me”, composta para coro a seis vozes, e representa o terceiro reconhecimento de Luís Cardoso na área da composição ao longo de 2026.
O novo prémio junta-se ao 1.º prémio no SEM 2026, em Itália, que recebeu destaque em Soberania do Povo na edição de 1 de julho, e à menção honrosa no Manufaktur der Künste, em Viena, Áustria, consolidando um ano particularmente marcado pelo reconhecimento do trabalho do compositor, professor e maestro de Fermentelos.
A entrega do certificado da distinção decorrerá no próximo dia 1 de dezembro, em Évora, durante um concerto na Igreja dos Remédios, promovido pela Eborae Mvsica.
José Marques Vidal recupera do esquecimento um herói e uma parte da nossa História

O auditório da Biblioteca Municipal Manuel Alegre (BMMA) encheu-se para a apresentação de O Herói Esquecido, de José Marques Vidal, numa sessão que rapidamente ultrapassou as fronteiras da própria obra para se transformar numa reflexão sobre a memória, a História, o pensamento crítico e, sobretudo, a capacidade de continuarmos a reconhecer o outro quando pensamos de maneira diferente.


Convidado para apresentar o livro, Augusto Semedo, diretor de Soberania do Povo, começou por recordar que José Marques Vidal lhe havia pedido, num encontro recente, que não o elogiasse. A promessa foi cumprida. Em vez de falar diretamente do autor, Augusto Semedo escolheu falar de uma geração e de valores que, de alguma forma, também ajudam a compreender o homem e a obra.
Falou de uma geração que viveu num Portugal “a preto e branco”, não pela ausência de televisão “que até chegou tarde”, mas pelas próprias condições do país: “menos recursos, menos informação, menos oportunidades e menos possibilidades de escolha”. Uma geração que, apesar das dificuldades, “com pouco, construiu muito: casas, profissões, famílias, empresas, instituições, conhecimento e riqueza”; e que “aprendeu a resolver problemas antes de aprender a queixar-se deles”.
Mas foi noutra característica dessa geração que Augusto Semedo encontrou uma das mensagens mais fortes de O Herói Esquecido: a capacidade de conviver com a diferença...

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Bruno Pinho e Rui Veiga levaram “Pleasant Places” à Finlândia

Os artistas aguedenses Bruno Pinho e Rui Veiga apresentaram o projeto “Pleasant Places” no OstariFestari VII, em Oulu, na Finlândia, a 29 de agosto.


A participação surgiu na sequência de um convite da organização do festival, integrado na programação de Oulu2026 – Capital Europeia da Cultura.
“Pleasant Places” resultou de uma residência artística realizada na Bienal de Arte de Jelsa 2025, na Croácia, promovida pela Câmara Municipal de Águeda. Para os artistas, a participação no festival finlandês permitiu dar continuidade ao projeto e estabelecer contactos com a organização local.
Bruno Pinho e Rui Veiga apontaram como objetivo “criar elos com a organização do festival para realização de futuras parcerias artísticas”, envolvendo estruturas culturais de Oulu e Águeda. O OstariFestari é dedicado à cultura suburbana, com enfoque na revitalização urbana e no orgulho comunitário, e integrou a programação de Oulu2026.
Bruno Pinho é músico e guitarrista, nascido em Águeda em 1982. Trabalha como guitarrista, compositor e autor, integra a Águeda Jazz Orchestra e tem desenvolvido vários projetos ligados ao jazz e à música improvisada. É também professor de guitarra jazz no Conservatório de Música de Águeda e colaborador da CODA – Escola de Música e dos programas da Pauta Humana...

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DROP 2026 leva música, criação e natureza ao Parque de Almear

Três dias, dezenas de propostas e um parque transformado num laboratório de sons e experiências. É esta a promessa do Laboratório de Criação e Experimentação Sonora, que regressa à margem do Rio Vouga, em Travassô, de sexta-feira a domingo, 4 a 6 de setembro. A entrada é livre.


Organizada pela Luarky – Associação Cultural e Recreativa, com o apoio da União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira, a iniciativa cruza música, performance, criação coletiva, sustentabilidade e território, convidando o público a ouvir e descobrir o espaço natural de uma forma diferente.
O programa arranca sexta-feira, às 19h00, com a “Lenda do Faroleiro de Almear”, seguindo-se Love Against The Machine, Anti_Medo e Colorau Som Sistema.
No sábado, a partir das 16h00, há propostas para famílias, histórias, natureza e música, com Sons em Família, Contos que Plantam Ideias, Choro de Aveiro, Colorau Som Sistema, Inevitável e Roda de Choro Quinteto.
Domingo será ...

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Livro sobre os 110 anos do Orfeão de Águeda

O Orfeão de Águeda assinalou recentemente o seu 110.º aniversário com o lançamento do livro “110 Anos do Orfeão de Águeda”, da autoria de Paulo Sucena, uma edição da própria coletividade que pretende preservar e divulgar a história de uma das instituições culturais mais emblemáticas do concelho.


Sócio n.º 3 do Orfeão de Águeda e antigo presidente da assembleia geral durante 10 mandatos, Paulo Sucena apresenta uma obra que resulta de um profundo trabalho de investigação e de recolha documental sobre o percurso da instituição fundada em 1916.
“Almejo apenas oferecer aos leitores um retrato à la minuta, mas com a máxima qualidade de que for capaz, de uma coletividade com 110 anos de vida, que granjeou um inegável prestígio que ultrapassou e ultrapassa as fronteiras do concelho de Águeda”, afirma o autor.
A publicação estrutura-se em duas partes. O preâmbulo aborda três temas centrais: uma descrição de alguns aspetos da vila de Águeda no dealbar do século XX, sustentada nos artigos de Armando Castela publicados no jornal Independência de Águeda; algumas notas biográficas sobre Armando Castela, fundador do Orfeão de Águeda, dirigente e ensaiador da instituição durante cerca de 25 anos; e, por fim, excertos de uma palestra proferida por Armando Castela em 1941, integrada nas comemorações do 25.º aniversário da coletividade.

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5 dias de arte, música e criatividade no Festival dos Canais

Aveiro prepara-se para receber mais uma edição do Festival dos Canais, que regressa entre 15 e 19 de julho para transformar a cidade num grande palco ao ar livre.


Organizado pela Câmara Municipal de Aveiro, através do Teatro Aveirense, o evento celebra a 11.ª edição com uma programação multidisciplinar que promete levar arte, música, criatividade e participação comunitária a diferentes espaços da cidade.

Durante cinco dias, ruas, praças, jardins e canais acolhem dezenas de propostas artísticas nacionais e internacionais, num programa que cruza teatro de rua, música, dança, circo contemporâneo e instalações performativas. O festival volta, assim, a afirmar-se como um espaço de encontro entre diferentes linguagens artísticas, culturas e comunidades.

A edição deste ano mantém a aposta no talento local e na participação da comunidade aveirense. Entre os destaques estão a Sala de eStar e a Tropicália, com curadoria da VIC NIC, a Fanfarra dos Canais, que reúne músicos da Oficina de Música de Aveiro e membros da comunidade, e o concerto "Amália na América, Além do Fado", que junta a Orquestra das Beiras às vozes de Cristina Branco, Raquel Tavares e Ricardo Ribeiro.

Na vertente musical, o cartaz inclui ainda atuações de The Gift e Carminho, além de outros artistas nacionais e locais.

Mais do que um evento de entretenimento, o Festival dos Canais continua a assumir-se como um espaço de reflexão sobre temas ambientais, sociais e humanos, recorrendo à arte como ferramenta de diálogo. Entre as propostas destacam-se "Into Thin Air", da companhia holandesa Panama Pictures, "Gaïa", da companhia francesa Bivouac, em estreia nacional, e "Veles e Vents", da Xarxa Teatre, espetáculos que exploram a relação entre a humanidade, a natureza e o território.

A programação integra ainda "Truth", da companhia britânica Hijinx Theatre, centrado nas questões da inclusão e da diversidade, bem como "Liberdade Liberdade", de Diogo Freitas, e "Eirenê", da Troupe Malabó, também em estreia nacional, que convidam o público a refletir sobre o conflito, a esperança e a reconstrução coletiva.

Um dos momentos mais aguardados desta edição será "TAWA", o grande espetáculo de rua da companhia francesa Gratte Ciel. Inspirado em rituais e tradições ancestrais, o projeto convida o público a participar numa celebração coletiva que envolverá também elementos da comunidade local.

As famílias voltam a contar com o Jardim das Brincadeiras, um espaço dedicado às crianças, com atividades criativas, experiências lúdicas e propostas de descoberta e imaginação.

À semelhança das edições anteriores, o festival recebe igualmente um pop-up do evento gastronómico Chefs On Fire. Entre 17 e 19 de julho, ao almoço e ao jantar, doze chefs convidados irão cozinhar em fogo lento numa experiência gastronómica acompanhada por concertos de músicos reconhecidos, cujos nomes serão divulgados em breve.

Com entrada gratuita na maioria das iniciativas, o Festival dos Canais volta a convidar residentes e visitantes a descobrir Aveiro através da cultura, transformando a cidade num espaço de criação, encontro e celebração.


Luís Cardoso conquista primeiro prémio

O compositor português Luís Cardoso foi distinguido com o primeiro prémio da 11.ª edição do International Composition Prize SEM 2026, em Itália, pela obra Cursus Atalantae, que terá estreia mundial no próximo mês de julho.


Luís Cardoso venceu o 11th International Composition Prize SEM 2026, promovido pelo Ensemble Serenissima APS, de Sacile (Itália), ao conquistar o Primeiro Prémio com a composição Cursus Atalantae.
De acordo com a organização, o processo de avaliação do concurso internacional já foi concluído, tendo o júri atribuído o primeiro lugar à obra do compositor português. A estreia mundial de Cursus Atalantae está marcada para o concerto sinfónico do XXX FVG International Music Meeting, que terá lugar no dia 25 de julho de 2026, no Teatro Zancanaro, em Sacile.

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