Os resultados da segunda volta das eleições presidenciais, realizada no passado domingo, confirmaram no concelho de Águeda a tendência verificada a nível nacional: vitória clara de António José Seguro, subida expressiva do novo Presidente da República face à primeira volta, menor participação eleitoral e aumento dos votos em branco e nulos.
A nível nacional, António José Seguro venceu com 66,82% dos votos (3.483.470), enquanto André Ventura se ficou pelos 33,18% (1.729.471). A contagem ainda não está totalmente encerrada, permanecendo por apurar 20 freguesias (de um total de 3.259), devido ao adiamento do sufrágio provocado pelo mau tempo, assim como 6 consulados (em 107) nas comunidades portuguesas no estrangeiro.
No distrito de Aveiro, a vantagem de Seguro foi ainda mais expressiva do que no plano nacional, alcançando 67,50%, contra 32,50% de Ventura. Ainda assim, o candidato derrotado conseguiu ultrapassar os 40% dos votos nos concelhos de Vagos e da Murtosa, revelando uma implantação territorial relevante.
Já no concelho de Águeda, a diferença entre os dois candidatos foi menor do que a registada a nível nacional e distrital, com 64,46% para António José Seguro e 35,54% para André Ventura. Um dado politicamente significativo prende-se com o facto de Seguro ter vencido nas 15 freguesias do concelho, depois de, na primeira volta, Ventura ter sido o mais votado em seis delas.
Tal como no resto do país, também em Águeda se verificou maior abstenção no segundo sufrágio. Votaram menos 1.243 eleitores do que na primeira volta, tendo igualmente aumentado os votos em branco (mais 553) e os votos nulos (mais 65), num acréscimo total de 618 votos não atribuídos a qualquer candidato.
Comparativamente à primeira volta, António José Seguro foi o candidato que mais beneficiou da recomposição do eleitorado, capitalizando votos da esquerda à direita: somou mais 7.992 votos, passando de 6.739 para 14.731. André Ventura também cresceu, mas de forma bem mais contida, com mais 1.824 votos, passando de 6.299 para 8.123.
A freguesia de Fermentelos assume particular relevância simbólica nesta análise. Tradicionalmente pouco favorável a candidatos da área socialista, apenas em circunstâncias excecionais tal cenário se verifica — como parece ter sido o caso. Na primeira volta....
Leia o artigo completo na edição n.º 9415 de Soberania do Povo, impressa ou digital

