O aguedense João Oliveira, atual diretor da Polícia Judiciária de Lisboa, vive uma fase de reaproximação às origens, reforçando laços com a sua terra e valorizando o papel determinante de Águeda na construção da sua identidade. Num percurso marcado pela exigência, discrição e sentido de missão, divide-se entre a investigação criminal e a partilha de conhecimento, sem nunca perder a ligação às raízes. Nesta entrevista, regressa simbolicamente a casa para refletir sobre o seu trajeto, o país e os desafios do futuro
SP - Numa fase em que a vida profissional já lhe deu tanto, sente que há um reaproximar às origens? O que tem mudado na sua relação com Águeda?
JO – Estou de facto num certo fluxo de reaproximação, no que ela traduz de concretas e mais frequentes visitas, de contactos com amigos e familiares, de procurar estar mais atento a algumas dinâmicas, sejam elas de cariz social, cultural, política ou outras. Quanto às mudanças, na essência são aquelas que naturalmente decorrem da passagem dos anos, não só minhas como daqueles com quem me relaciono e me tocam de um modo mais especial. Trata-se de uma dialética pessoalmente enriquecedora. Vamos percebendo as transformações que se vão operando, com a serenidade que a distancia física nos dá, quase como se fossemos observadores do nosso próprio mundo. Queremos que o melhor aconteça, mas com a liberdade de não estarmos subordinados a uma certa índole de interesses ou agendas. Sobretudo, é uma disponibilidade que nesta fase da vida me permite fruir as origens de forma mais próxima, efetiva e afetiva.
Leia a entrevista completa na edição n.º 9427 de Soberania do Povo, impressa ou digital

